sexta-feira, 29 de abril de 2011



E ela mais uma vez caí, quando o vê, ela caí e bate no fundo.
Sabe que não está sozinha, nunca o esteve mas a presença dele, o rapaz da sua vida, o primeiro em tudo, a secar-lhe a lágrimas, a fazer as chamadas de horas intermináveis, o primeiro a dar-lhe um ramo de flores à frente de uma multidão curiosa, o primeiro a cortar-lhe as respiração, a tocar-lhe da forma mais pura e carinhosa, o primeiro que ela beijou e pensou "sim vai ser ele, para sempre", o primeiro que a pegou ao colo e disse-lhe que não a queria perder, foi ele que a fez e lutou para ficar com ela, a presença dele fazia que ela se sentisse a pessoa mais sozinha e abandonada de todo mundo e sem se aperceber as lágrimas enchem os seus olhos , e ele que dizia que a próxima vez que a visse a chorar seria quando estivessem na casa, na casa que tanto desejavam. Mas o destinos trocou-lhes as voltas, ela já não o tinha, ele já não lhe pertencia.
Ela olha para ele mas nem um sinal de um "nós" encontra, agora, perdida no meio de uma multidão ela esconde a cara, para que o seu eterno amor não visse que ela é fraca e que sangra por dentro com o rompimento de uma vida a dois.

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